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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Blueberry cake ou Blueberry muffin - você decide!

        

A receita do post de hoje é um verdadeiro curinga. Muito fácil de fazer, ainda oferece duas opções.
Se colocar a massa numa forma para bolo, terá uma ótima sugestão de bolo rápido para o chá ou lanche da tarde.
 Se optar por colocar em forminhas de muffins, terá o clássico e delicioso  " Blueberry muffin". 
Seja qual for sua opção, o resultado será uma delicia. As fotos que ilustram o post são da versão cake.

Blueberry cake ou Blueberry muffin.

Ingredientes:
3 ovos inteiros
150 gramas de manteiga em temperatura ambiente ( bem macia)
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de farinha de trigo peneirada
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de extrato de baunilha
1 xícara (chá) de blueberry (desidratada)
1 colher (sopa) rasa de fermento para bolo 
Modo de fazer:


Bata a manteiga, com o açúcar e os ovos. 
Junte o extrato de baunilha, a farinha peneirada o sal.
 Bata bem, até obter um creme uniforme e liso


Junte a blueberry e o fermento.
 Misture delicadamente.


Coloque a mistura em uma form untada e leve ao forno pré aquecido em 180 graus, por aproximadamente  25/30 minutos ou até que fique dourado.
 Faça o mesmo procedimento, se optar por forminhas de muffin. 


Retire do forno.
 Espere esfriar e desenforme.


Decore com açúcar de confeiteiro.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bolo Formigueiro em versão mini bolo.


Tenho acompanhado com atenção, um verdadeiro "revival" de receitas antigas de bolo.
 Delicias que estavam esquecidas em velhos caderninhos de receitas e hoje fazem a alegria dos mais jovens.

 Hoje, como antigamente,o bolo quentinho recém saído do forno, voltou a ser sinonimo de aconchego, de lar e de família.

 No meu caderninho de receitas, tenho uma receita muito querida, que me foi passada (depois de muita insistência minha) por uma senhorinha, cozinheira de mão cheia e velha amiga da família: Dona Elisa.

 Era o bolo Formigueiro, que é o meu post de hoje.
Um clássico, do domingo à tarde, nos anos 70.
 Perfeito para o café da tarde com a família, ou para agradar uma visita inesperada.

 Rápido e fácil de fazer. Tem uma textura diferente .
 Esfarela a cada mordida e o sabor é uma delícia.

 Normalmente é assado em forma de anel (aquela com um furo no meio), mas como atualmente ando apaixonada pelos mini bolos, apliquei a receita à esse formato.

 Rendeu 4 mini bolos grandes. 

Bolo Formigueiro.
Ingredientes:
150 gramas de manteiga (temperatura ambiente) 
3 ovos
1 xícara  (chá) de açúcar
1 xícara ( chá) cheia de farinha de trigo
1 xícara (chá) de chocolate granulado
100 gramas de coco ralado fino
1 colher (sopa) rasa de fermento para bolo
1 colher (chá) de manteiga para untar a forma
1 colher (sopa) de farinha de rosca para polvilhar a forma
1 colher (sopa) de açúcar de confeiteiro para polvilhar no bolo

Modo de fazer:


Em uma tigela, coloque a manteiga, os ovos e o açúcar.


Bata até obter um creme liso e uniforme.


Junte o coco ralado e o chocolate granulado.


Misture bem.
 Junte o fermento e misture delicadamente.


Unte a forma(s) com manteiga e polvilhe farinha de rosca.


Despeje a massa na forma(s) .
Leve ao forno pré aquecido em 180 graus por aproximadamente 40-45 minutos, ou até que o bolo fique firme e dourado.

 Sirva polvilhado de açúcar de confeiteiro.

domingo, 13 de outubro de 2013

Super Kit Kat.



A arte da doçaria e "chocolaterie" não são o meu forte, embora eu aprecie muito e admire o que os mestres são capazes de produzir. Mas, entre um curso e uma aula a mais, vou fazendo minhas experiências. Há algum tempo atrás vi um vídeo sobre como fazer uma barra gigante de Kit Kat, e achei interessante. Resolvi fazer uma releitura da receita, aplicando conceitos que aprendi e principalmente guiada pelo meu paladar. O resultado foi amplamente aprovado pela família e confesso que superou minhas expectativas. É claro que não é idêntico, mas lembra bem o original. Aqui em casa já percebemos e também ouvi vários cometários, observando que mesmo sob o rígido padrão e supervisão da Nestlé, o sabor da barra de Kit-Kat, tem diferenças expressivas, dependendo do país onde é fabricada.  
Nossa receita é muito fácil de fazer e o segredo está na qualidade dos produtos empregados na confecção do doce.

Super Kit Kat.

Ingredientes:
500 gramas de chocolate ao leite (para facilitar usei 3 barras de chocolate Alpino de 170 g )
50 gramas de manteiga sem sal (temperatura ambiente)
140 gramas  de biscoito tipo wafer sabor chocolate 
2 colheres (sopa) cheias de creme de avelã ( utilizei Nutella)

Modo de fazer:
Primeiramente prepare o banho maria. Leve uma frigideira ao fogo com água. 


Quando começar a formar bolinhas, iguais a cabeça de alfinete, desligue o fogo e coloque a penela com o chocolate para derreter. 



Vá misturando devagar até derreter tudo.

É claro que esse trabalho pode ser feito no microondas, se preferir. Não vou me atrever a sugerir tempo nem potência, pois como muito bem disse a chocolatier Estela Withaker ( https://www.facebook.com/pages/Estela-Whitaker-Chocolatier/159864067442891), durante uma aula que assisti: : marido e forno cada um conhece o seu. Eu prefiro usar o método do banho-maria, pois tenho maior controle da temperatura do chocolate.

Tire a panelinha do banho-maria e junte a manteiga. Reaqueça a água, até o ponto das bolinhas. Desligue o fogo e recoloque a panelinha. Misture tudo muito bem, até obter um creme denso e liso.

Pegue uma forma para pão ou bolo inglês ( alumínio ou refratário).
Forre o fundo da forma com mais ou menos 1,5 cm de chocolate derretido. Espalhe e alise.

Disponha metade dos wafers, sobre o chocolate.



Espalhe o creme de avelã sobre os wafers. Coloque mais uma camada de wafers. 



Ponha todo o restante de chocolate derretido sobre os wafers, inclusive nas laterais. Alise com as costas de uma colher, faca ou espatula. Se quiser pode fazer uns risquinhos, com um garfo, fica a seu critério.
Tampe a forma com filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 1 hora.
Solte as laterais com uma faca aquecida em água quente ( seque bem antes de utilizar). Corte e leve à mesa em barras. A primeira sempre quebra, mas as demais ficam certinhas.
Vai agradar na certa!!


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Capelletti in brodo

Já é Primavera.
Os dias estão ficando mais ensolarados e quentes, mas as noites ainda estão frias. É a desculpa ideal para fazer uma bela e colorida sopa para o jantar. Adoro o Capelletti in Brodo. Um prato simples mas charmoso. Nada mais é que o capelletti, cozido em um bom caldo (brodo) que pode ser de carne, galinha ou mesmo de vegetais. É uma sopa que serve como prato único, por ser bem substanciosa. Há muitas variedades e cada família italiana tem a sua. A minha preferida é feita com caldo de carne, enriquecida de com vegetais, para torna-la mais nutritiva. Se preferir encorpar ainda mais a sopa, junte cubinhos de carne ou frango desfiado. Em nome da praticidade usei caldo de carne em pó. Prefiro não coar o caldo depois de cozinhar os legumes, mas se quiser uma aparência menos colorida, pode coa-lo antes de adicionar o capelletti.  Fácil e rápida de fazer, difícil de resistir!!

Capelletti in Brodo.
Ingredientes:
2 colheres (sopa) de manteiga
1 fio de azeite
1 cebola média picada em cubinhos pequenos
1 tomate (sem pele) picado
3 ramos (pequenos) de salsão bem picados
1/2 xícara (chá) de cebolinha picada
1/2 xícara (chá) de salsinha picada
1 cenouta média picada em cubinhos
1 folha de louro
pimenta do reino
sal à gosto
1 litro de água
2 envelopes de caldo de carne
400 gramas de capelletti de carne
1/2 xícara de ervilhas frescas ou congeladas (opcional)
queijo parmesão ralado para polvilhar

Modo de fazer:

Junte todos os ingredientes.
Em uma panela, coloque a manteiga e o azeite. Leve ao fogo para aquecer. Junte a cebola bem picada. Deixe dourar e adicione o salsão, a cebolinha, a salsa, a cenoura, a folha de louro e a água. Se quiser adicione a carne ou frango. Misture bem e deixe começar a ferver.


Quando iniciar a fervura, junte o caldo de carne e a pimenta do reino. Misture bem e prove o sal. Deixe ferver por mais ou menos 20 minutos. Nesse momento você pode optar por coar o caldo. Eu preferi deixar assim, com a  aparência mais rústica. Junte o capelletti e as ervilhas ( se gostar).




 Deixe cozinhar mais 10/15 minutos, até que a massa fique bem macia. Sirva bem quentinha, acompanhada de queijo parmesão ralado.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pesto Genovese ou Pesto com nozes e manjericão.

Pesto com nozes

Depois das festas, sempre há sobras de frutas secas. Aqui em casa as nozes, tâmaras e amêndoas são um clássico. Existem receitas deliciosas de doces, mas este ano preferi aproveitar as nozes para fazer um Pesto Genovese, principalmente porque, com as chuvas abundantes dos últimos dias, o pé de manjericão estava repleto de folhas graúdas e verdinhas, reinando absoluto no jardim. Como resistir?

Pesto com pinolis.

A receita original é feita com pinolis, mas as nozes são um substituto delicioso.

Pinolis

Fácil e  rápida de fazer, esta receita é um sucesso no jantar, acompanhada de um bom vinho.
Rende 4 porções bem fartas.

Pesto Genovese
Ingredientes:
500 gramas de espaguete fino, grano duro (usei a marca Divella numero 8)
1/2 xícara (chá) de azeite extra virgem
1 xícara (chá) de nozes descascadas e picadas ou 4 colheres (sopa) cheias de pinolis
1 xícara (chá) de folhas e os talos mais tenros de manjericão
1 xícara (chá) de queijo pecorino ou parmesão ralado
2 dentes de alho picados
sal

Modo de fazer :

Separe os ingredientes.

com nozes



com pinolis

Cozinhe o espaguete até o ponto "al dente". Escorra e reserve.
Escalde as folhas de manjericão em água quente por 1 minuto. Passe em água fria.
Escorra imediatamente. Esse procedimento, tira o amargor residual do manjericão cru. Reserve.
Coloque o azeite, as nozes (ou os pinolis) e o alho no copo do liquidificador. Bata bem. Junte o manjericão e bata até que fique bem picado .

Por fim, adicione o queijo e bata para misturar. Se ficar uma pasta muito espessa, adicione uma ou duas colheres, da água do cozimento do espaguete, e torne a bater.


Prove e adicione sal a seu gosto.

Em uma panela, coloque o pesto e deixe aquecer ligeiramente. Junte o espaguete escorrido. Misture e sirva imediatamente.
Bom apetite!!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nasi Goreng da familia Liem.





O Nasi Goreng é um prato tradicional da Indonésia. Simplesmente é arroz frito (esse é o significado).
Existem muitas versões e com os mais variados ingredientes.
A receita que estou apresentando neste post, é a versão básica, que aprendi com a mãe de meu marido. Ela nasceu na comunidade chinesa de Semarang (Java) e aprendeu pratos deliciosos com sua mãe.
 Logo que me casei, ela me ensinou os que eu mais gostava.
 O Nasi Goreng, foi um dos primeiros. Uma forma deliciosa de aproveitar sobras de arroz do dia anterior, pois ele não fica bom com arroz fresco.
 É perfeito para acompanhar krupuk, peixes fritos ou simplemente ovos fritos. Muito fácil e rápido de fazer, não tem segredo. 
A foto que ilustra este post é do Nasi Goreng acompanhando sardinhas fritas (sardinha frescas temperadas com sal e pimenta do reino, depois são passadas em farinha de arroz, para ciar uma capa crocante e fritas em óleo de girassol). Para quem quiser experimentar, aqui fica a sugestão.

Nasi Goreng
Ingredientes:
3 xícaras (chá) de sobras de arroz do dia anterior
1/2 colher (sopa) de óleo de milho
1 cebola roxa pequena, bem picada
1 pimenta dedo de moça bem picada
1 colher (sopa) de extrato de tomate
2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
Modo de fazer:
Com um garfo, solte bem o arroz, não deixe grumos.
Pique bem a cebola (se não tiver a roxa, use a cebola comum) e a pimenta.


Em uma frigideira, de preferencia revestida com anti-aderente, coloque o óleo. Deixe aquecer um pouco.Junte a cebola e a pimenta vermelha picadas. Frite até a cebola murchar.



Despeje o arroz e continue fritando em fogo médio, até o arroz ficar bem soltinho. Mexa constantemente.


Continue mexendo e adicione o extrato de tomate. Misture bem e não pare de mexer.


Continue mexendo e adicione o shoyu. Misture bem e continue fritando o arroz.



Continue mexendo e fritando até que o arroz fique bem soltinho e com aparência de frito.


Esta pronto. Desligue o fogo e sirva imediatamente. É um prato bem apimentado, mas se preferir, diminua a quantidade de pimenta.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Salada Violeta com batatas Purple Idaho

Parece uma salada de beterraba, mas não é. Trata-se de uma variedade de batatas, que eu não conhecia até esta semana quando fui ao mercado.
Havia duas opções: 
- a Klondike Medley que é uma mistura de batatinhas: a comum, a rosada e a arroxeada.
- a Klondike Petite é a "tal" batatinha misteriosa.A Purple Idaho de cor arroxeada.

 Ao abrir o saquinho, a primeira impressão, francamente, não é das melhores.Mas, a cor após o cozimento e o sabor me surpreenderam.

 Na foto acima elas estão cozidas e com casca. Na foto seguinte, cozidas e descascadas.


Embora na foto elas pareçam azuladas, ao vivo elas tem uma linda cor violeta, que a fotografa (eu) não teve a "expertise" necessária para captar . Uma pena! A cor é muito atraente e dá margem a uma série de idéias para pratos interessantes. Como eu não conhecia o sabor, preferi não arriscar e usei como guia, a receita que havia no verso do pacote, porém, adaptada ao queijo que eu tinha na geladeira. A sugestão pedia queijo tipo fetta e tempero à base de hortelã. Eu resolvi inovar e usei gorgonzola e desprezei as folhas de hortelã.
O resultado é a foto que abre o post. Uma salada leve, de sabor muito delicado e nada adocicado, como eu imaginava que fosse. O queijo combinou perfeitamente com o sabor e o colorido. Para quem encontrou as batatinhas e quer experimentar, aqui fica a sugestão.
Salada Violeta
Ingredientes:
680 gramas de batatinhas Purple Idaho
1 xícara (chá) de ervilhas (usei congeladas, levemente aferventadas )
1 xícara (chá) de queijo tipo gorgonzola picado em cubinhos
4 colheres (sopa) de vinagre balsamico
2 colheres (sopa) de azeite extra virgem
sal
pimenta do reino

Modo de fazer:
Lave bem as batatinhas. Mantenha a casca e leve para cozinhar em àgua (suficiente para cobrir)  e um pouco de sal. Deixe cozinhar em  fogo médio por mais ou menos 15-20 minutos, até que fiquem macias porém firmes. Escorra, deixe esfriar e descasque. Pique em metades e coloque em uma saladeira. Junte o vinagre, o sal e a pimenta. Misture. Adicione o azeite e misture novamente. Junte as ervilhas e espalhe os cubos de queijo gorgonzola.
Surpreenda-se com o colorido elegante e aproveite o sabor delicado. Bom apetite!! 

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Batatas serranas.


Dias frios pedem pratos mais substanciosos, mas nem por isso eles precisam ser mais complicados de preparar. Este é super simples. Prato de campones faminto. Nem omelete nem "tortilla". Delicioso para servir quentinho acompanhado de um belo copo de vinho tinto. É um prato farto, para a familia. Rende quatro generosas porções.

Batatas Serranas

Ingredientes:
1 kg de batatas descascadas e cortados no sentido do comprimento ( mais ou menos 1,5 cm de espessura)
sal
3 colheres (sopa) de azeite
1 colher (chá) de paprika picante
4 ovos inteiros
1/2 xícara (chá) de leite
50 gramas de queijo parmesão ralado
200 gramas de mussarela fatiada ou ralada em ralo grosso

Modo de fazer:
Cozinhe as batatas cortadas, em água e sal. Quando estiverem macias, porém bem firmes (mais ou menos 20 minutos em fogo médio), desligue o fogo e escorra. Unte uma forma com uma colher de azeite. Espalhe as batatas com cuidado, evitando que quebrem. Polvilhe com a paprika. Bata os ovos juntamente com o queijo parmesão e o leite. Espalhe sobre as batatas. Cubra com a mussarela.Regue com o azeite restante. Leve ao forno por mais ou menos 30 minutos, ou até que os ovos batidos fiquem firmes e queijo fique bem tostado.
Esta receita pode ser adaptada, dependendo da pressa e dos ingredientes disponíveis, substituindo as batatas por fatias de pão amanhecido, macarrão cozido, inhame(cozido) ou cará (cozido).Versátil e sempre gostosa. Bom apetite.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Por um pouco mais de elegancia.

Antes de mais nada, gostaria de justificar a escolha da foto ao lado. É certo que gosto de gatos,mas, adoro cachorros, passaros e toda sorte de animais também.Porém, considero os gatos criaturas naturalmente elegantes. Não perdem a pose quer estejam brincando ou brigando.
Acho que a elegancia, embora frequentemente associada, não esta relacionada ao status social. Ao longo de minha vida, tenho visto pessoas extremamente simples e de pouca educação formal serem desconcertantemente elegantes. E outras cheias de posses e "educação", exibirem um comportamento estupidamente deselegante. Sempre relacionei a elegancia muito mais ao modo de se comportar diante da vida e dos demais do que propriamente ao bem vestir.
Algo que considero extremamente deselegante e que se tornou hábito comum, principalmente entre os mais jovens, é o habito de falar muito alto. Não sou uma pessoa que fale baixo, mas perto da maioria dos jovens eu sussurro.
Os pais e educadores andam se esquecendo de passar noções básicas de bom convívio social aos mais novos e o resultado é que lugares publicos tem se transformado numa baderna coletiva.
Desde pequenos saem correndo como loucos no meio das pessoas em corredores, halls de entrada, shoppings, cinemas, estacionamentos, supermercados, restaurantes ou em qualquer outro lugar. Interrompem conversas, gritam, choram, esperneiam. Crescem assim. Sem maiores freios ou sermões. O resultado é que anos depois, todo esse comportamento se transforma em vandalismo e desrespeito ao próximo ( inclusive aos proprios pais e avós).
Eu bem sei que os adolescentes são baderneiros e barulhentos por natureza. Aindo me lembro muito bem do tempo em que eu e mais um bando de outras garotas com 13, 14, 15 anos saíamos do colégio ou íamos ao cinema. Barulhentas como gralhas e adoooorando chamar a atenção. Depois vieram minhas filhas, e não foi diferente. Mas, sempre havia alguem mais velho dizendo....menos meninas...menos! E aos poucos íamos ficando mais maduras e percebendo, até um pouco envergonhadas, que era bem melhor para todos, falar um pouco mais baixo e não chamar tanto a atenção.
Sou obrigada a admitir que nem tudo é culpa da natureza, dos pais e dos educadores. Uma boa parcela da culpa também esta relacionada à tecnologia, ao rádio e a televisão. Os fones de ouvido usados à exaustão e num volume muito acima do recomendável ajudam bastante a prejudicar a audição e consequentemente aumentar o volume das conversas. Outra coisa que me irrita profundamente e que vai disseminando o hábito de falar alto demais é o comportamento de alguns locutores de rádio e apresentadores de tv. Falam berrando. Como se para chamar a atenção de seus ouvintes fosse necessário gritar como desesperados. Ouvir Gioconda Bordon com sua voz de travesseiro falando no rádio me chama mais a atenção do que qualquer locutor gritando como se estivesse prestes a ser engolido por uma tsunami.

Esses problemas já são antigos. Lembro como ficava horrorizada vendo minhas filhas pequenas assistirem desenhos animados em que os personagens só falavam gritando. Depois eu podia ver claramente como isso se refletia no comportamento delas. Passavam a falar muito alto e usando as mesmas expressões. Acho que cabe aos pais dar o exemplo e contornar esses problemas que fatalmente vão surgindo durante os anos em que nos dedicamos à educar nossas crianças. Não é facil, mas é para isso que servem aos pais. Não apenas para amar incondicionalmente e esperar que a escola resolva tudo. É preciso estar atento e disciplinar, discordar e proibir. E haja choradeira. Eu sei que é uma tarefa muito desgastante e ingrata, mas os doces frutos colhidos mais adiante e por todos, compensam tudo.

terça-feira, 24 de março de 2009

O que aprendi com minhas meninas.


Hoje coloquei neste espaço a foto que as minhas filhas tiraram, juntamente com seus namorados, durante o show do Radiohead. Elas gostaram muito. São fãs da banda e eu também, embora não tinha ido ao show. Mas, resolvi colocar a foto, pois me lembrei que conheci a banda através delas.Passei a gostar ao ouvir os cds que comprava para elas (e indiretamente para mim). Foi assim com Stone Temple Pilots, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers e outras mais. Elas vendo a MTV e eu dando uma espiadinha toda vez que ouvia uma musica que me agradava. No verão sentava com elas para ver Casa de Praia da MTV com a Astrid Fontenelle.Até aprendemos a fazer pulseiras de miçanga!
Elas estudavam à tarde. Pela manhã, gostavam de assistir " A caverna do dragão". Quando começava, elas me chamavam e eu acabava me encostando no sofá e assistindo com elas. Não fazia isso apenas para me aproximar mais ou participar da vida delas. Eu me juntava à elas porque gostava. Sempre foram generosas e à medida que cresciam, elas iam me apresentando ao seu universo repleto de novidades, girias e modismos. Também me ensinaram a não ter medo da tecnologia. Quase me forçaram a usar computadores, agendas eletronicas, maquinas fotograficas digitais e celulares sofisticados. Hoje eu sou muito grata a elas por isso. Talvez elas nem saibam, mas foi motivada por elas e pelo entusiamo contagiante delas que passei a me interessar e usar novas tecnologias.
Os pais ensinam aos seus filhos tudo o que acreditam ser importante, mas também deveriam se permitir aprender com eles. Olhar através dos olhos deles. Aprender a abraçar coisas novas com o mesmo entusiamo deles. Não temer o novo, mesmo que num primeiro momento parece inutil ou incompreensível.Com os jovens chegam os ventos da mudança e cabe a nós sair da calmaria e aproveitar a força desses ventos!

Risoto de lulas passo a passo.