terça-feira, 30 de março de 2010

Hot dog fingido ou um lanche gostoso e rápido.

A noite de sexta feira, é o nosso dia de comer pratos tipo " junk food" e assitir um dvd alugado bem leve, tipo comédia inteligente ou ação. Afinal, depois de uma longa semana de trabalho duro, ninguem merece ficar muito tempo no fogão ou assitir filme "cult" depressivo. A sexta feira, é o dia da libertação, o "start "para o descanso e a reunião com parentes e amigos. O prato da nossa ultima sexta feira foi esse hot dog da foto. É facil e costuma fazer um sucesso danado com a meninada!
Hot Dog diferente
Ingredientes;
1 xícara de leite
1 ovo inteiro
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de açucar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo peneirada
1 colher (chá) de fermento biológico seco
6 salsichas tipo Viena ( de boa qualidade tipo Eder,Hans, Mabella ou Ceratti)
Modo de fazer;
Primeiro, misture o fermento à farinha peneirada. Reserve. Coloque o leite e o ovo em uma tigela e bata bem com o auxilio de um garfo. Junte o sal e o açucar e continue batendo até espumar bem. Vá adicionando aos poucos a farinha com o fermento, mexendo sempre com o auxílio de uma colher. Misture bem até a a massa começar a se envolver toda na colher e desprender do fundo da tigela. Se precisar, adicione uma ou duas colheres de farinha a mais. Acomode e alise a massa, com a colher. Não precisa sovar.Cubra com um pano e deixe descansar por 2 ou 3 horas. Com o auxilio de um rolo, estique a massa em uma superficie enfarinhada. Dê uma forma retangular e corte 6 retangulos de mais ou menos 12 cm de largura, e com a altura da salsicha. Enrole cada salsicha num retangulo e feche as pontas. Unte um refratário e coloque as salsichas enroladas, com a parte final da massa, virada para baixo. Se quiser, pincele com catchup, mostarda ou polvilhe com queijo. Deixe descansar por pelo menos 30 minutos. Leve para assar em forno pré aquecido em 180 graus, por aproximadamente 25 minutos ou até que a massa fique dourada.
Bom apetite!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Flores depois da chuva!






















Ontem a tarde foi insana: um calor sufocante seguido de chuva torrencial. Fiquei assustada com a quantidade impressionante de raios e trovões. As enchentes se fizeram presentes em várias regiões de São Paulo e aqui no ABCD. Até aí, não contei nenhuma novidade. Mas, hoje pela manhã, ao fazer minha inspeção matinal nas plantinhas, acompanhada dos meus fiéis escudeiros Misty e Rick, encontrei a beleza que ilustra a foto, ainda molhada de chuva.

Florada delicada resultante de bulbos embolorados que comprei por pena, em um supermercado. Depois de uma chuvarada tipica de janeiro, saí enterrando os bulbos em vasos, jardineiras e no jardim. Todos brotaram, mais esse foi o primeiro a florir. Fiquei feliz e meu marido comentou surpreso, que já fazia muito tempo que não via essa flores. De fato eram flores de corte muito comuns na década de 70. Quando me casei, em 1978, costumava ir a feira livre no sabado, perto de minha casa e comprar palmas (era como essas flores eram popularmente conhecidas). Gostava das vermelhas para enfeitar minha sala de estar, em um grande vaso de cristal. A moda passou, e as palmas cairam no esquecimento. Deram lugar aos crisantemos, rosas colombianas e orquideas. Agora são mais conhecidas pelo verdadeiro nome : gladíolos, aliás o da foto é coral (variedade Peter Pears). Também plantei brancos, variedade Amsterdam, mas ainda não floriram.
Por medo que chuvas mais intensas estraguem as flores, resolvi corter e colocar no meu vasinho de cabeceira. Adoro acordar e encontrar uma flor bem diante dos meus olhos. Embora na maioria das vezes, me depare com um dos meus gatos, sentado calmamente no criado mudo e me olhando fixamente como quem diz: E aí?Vai demorar? Estou com fome!
Nada mais energizante que um "chefe" tirano para começar o dia !

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mudanças no clima da Terra.

Não gosto muito de opinar sobre o que não entendo e climatologia definitivamente não é minha praia. Mas, as vezes observação e bom senso, são tão importantes quanto conhecimento. Não canso de me surpreender com a capacidade de negação demonstrada por governos e vários cientistas, diante das bruscas mudanças de padrões climaticos. Tudo bem que o clima, vez por outra, tem lá seus desvairios, mas como explicar seis meses de chuva em São Paulo. Ciclones aterradores na região sul e secas prolongadas na alagadiça ilha do Marajó. Mais secas monstruosas na Argentina e Venezuela. O hemisfério norte teve um longuissimo e gelado inverno, com muitos centimetros de neve. Parentes nossos, na Holanda, que já viram mais de 70 invernos, contam que nunca tinham visto nevar de dezembro a fim de fevereiro, sem parar. Nosso verão de paulista foi debaixo de muita agua e agora o outono tem um calor estranhamente seco e intenso. Primeiro culpavam o El Niño, agora o aquecimento das aguas do Atlantico.
O fato é que desde o ano passado, as temperaturas estão sempre acima da média. Os cientistas que associam o aquecimento global à ação humana, sofrem pressão para não divulgar sua opinião e muitas vezes tem suas pesquisas desacreditadas. É evidente que há muitos interesses economicos envolvidos, mas preservar vidas humanas não deveria ser a maior prioridade?
É evidente também, que toneladas de gases poluentes lançados diariamente na atmosfera, além de minar nossa saude, devem produzir algum efeito cumulativo adverso.
Efeito que vai muito além de um céu com coloração estranha e por do sol com luz amarelada. O fato de geleiras gigantescas se desprenderem e andarem à deriva pelo oceano, aliado a chuvas intensas, degelo nas terras mais altas e muita agua doce indo para os oceanos, também deveriam ser mais um sinal de alerta. O delicado equilibrio das correntes oceanicas pode estar em perigo. Que o digam as centenas de moréias que se perderam e vieram morrer nas praias do norte. Os golfinhos, aguas vivas, baleias, pinguins e outras especies que estão perdendo seus referenciais e aparecem exaustos e desnutridos nas praias. E ninguem liga! É noticia de um dia só. Amanhã já esta esquecido. As noticias não param de surpreender: ventos de mais de 120 km por hora, granizo do tamanho de bolas de golfe, ora aqui, ora na Europa e agora na Australia. Tempestades de areia violentissimas e que duram dias. Ciclones em regiões da Europa e do Brasil, que nunca foram sujeitas a tais fenomenos. O mar tragando ilhas e praias, delineando novos contornos nos continentes.
Não costumo me alarmar facilmente, mas acho que estamos no limiar de grandes e irreversiveis mudanças no clima e em nossa maneira de lidar com os recursos naturais do planeta. Penso que o futuro ainda nos reserva dias muito dificeis. Para falar a verdade, nunca desejei tanto estar enganada!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ratatouille de frigideira .

Ou wok, como é o meu caso. É um prato feioso e bem rustico.Eu até me arriscaria a dizer que é campones, mas que eu aprecio mais que o ratatouille tradicional. É perfeito quando acompanhado de fatias de pão fresco e crocante. Junte-se a isso uma bela taça de vinho... Voilà! Não é preciso mais nada para um jantar especial.
Para quem quiser experimentar essa versão do conhecido prato frances, aí fica a receita:



Ratatouille de frigideira
Ingredientes:
2 berinjelas pequenas cortadas em rodelas finas (com casca)
1 abobrinha (tipo brasileira) média cortada em rodelas finas (com casca)
1 pimentão vermelho pequeno cortado em rodelas
1 cebola grande cortada em rodelas
1 tomate maduro e firme cortado em gomos
1/2 xícara (chá) de azeite de oliva
sal
pimenta do reino
150 gramas de queijo tipo Edam ou Reino ( ou se quiser, também pode ser queijo prato) ralado em ralo grosso

Aqueça a frigideira com um pouco de azeite. Frite as rodelas de berinjela até ficarem douradas e macias. Tempere com sal e pimenta do reino à gosto. Se precisar, vá adicionando mais azeite, à medida que a frigideira for ficando seca. Retire as berinjelas e reserve. Ponha mais azeite na frigideira e frite a abobrinha, temperendo com sal e pimenta. Quando estiverer dourada e macia, retire e reserve sobre as berinjelas. Continue fritando. Agora o pimentão devidamente temperado com um pouco de sal. Frite até que comece a ficar tostadinho. Retire e reserve sobre a abobrinha. Adicione mais azeite, e frite a cebola, até dourar. Por fim junte o tomate e frite até que fiquem ligeiramente macios e tostados, porém, sem desmanchar. Junte todos os outros ingredientes já fritos e reservados. Misture delicadamente . Corrija sal e pimenta. Desligue o fogo. Salpique o queijo e tampe a frigideira por uns 5-8 minutos. Sirva em seguida.
Bom apetite!

terça-feira, 16 de março de 2010

Um bife rolê descomplicado.




O bife rolê é um campeão de audiencia aqui e
m casa. Todos adoram. Mas, o problema é que nem sempre estou com muita paciencia para fazer. Porém, esta receita é super descomplicada e dá para fazer rapidinho.Sem fazer muita bagunça na cozinha. O molho resultante fica delicioso, podendo ser usado num espaguete ao sugo. Ontem fiz, como acompanhamento para arroz e feijão e ficou muito saboroso. Aí vai a receita para quem quiser experimentar!

Bifê rolê
Ingredientes:
750 gramas de bifes de coxão mole ( mais ou menos 4 bifes grandes)
1 cenoura média ralada em ralo grosso
100 gramas de manteiga na temperetura ambiente
200 gramas de bacon defumado em tiras
200 gramas de queijo prato ralado em ralo grosso
3/4 de xícara de cheiro verde bem picadinho
3 dentes de alho espremidos ou bem picadinhos
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho ou maçã
Sal e pimenta do reino à gosto
2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola grande picada em cubinhos
3 colheres (sopa) azeite
1 colher ( chá) de açucar
1 lata de molho de tomate
2 colheres ( sopa) de extrato de tomate
500 ml de agua
Modo de fazer:
Escolha bifes longos e sem recortes. Tire a gordura e nervuras. Amacie com o martelo ou batedor. Adicione o alho, cheiro verde, sal e pimenta do reino. Junte o vinagre e o azeite. Espalhe bem sobre os bifes e deixe repousar por pelo menos 20 minutos. Em uma tigela, misture a cenoura ralada, o queijo e a manteiga.Misture bem, até que tudo fique bem incorporado, em uma massa espessa. Se precisar, adicione um pouco mais de manteiga. Estenda os bifes, um a um, e coloque tiras de bacon sobre eles. Na extremidade de cada bife, sobre o bacon, coloque uma boa porção da mistura de manteiga. Enrole, fechando as extremidades, virando-as para dentro na primeira volta. Enrole apertando, até o final de cada bife. Mantenha-os assim, espetando um palito. Leve a panela de pressão ao fogo com o azeite e a cebola picada. Quando começar a dourar adicione o açucar. No momento que iniciar a caramelização, dê uma leve misturada e coloque todos os bifes bem acomodados no fundo da panela. Espere uns 2 minutos e vire um a um, com cuidado para que não se desenrolem. Despeje sobre eles o molho de tomate , a agua e o extrato de tomate previamente misturados. Feche a panela de pressão e deixe em fogo médio por mais ou menos 20 minutos ou até que os bifes fiquem bem macios. Bom apetite!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um ovo frito com estilo!!!



















http://www.doural.com.br/wok-boston-28cm-green-pan,product,4080400006,.aspx

Sou cliente fiel da Doural há muito tempo. É lá que encontro todos os meus sonhos de consumo em matéria de utensilios domésticos. Agora, conheci uma nova tentação que pode fazer toda a diferença no meu fogão. Na Wok Boston, até os ovos fritos com um feijãozinho preto se tornariam um prato gourmet....quanta diferença!

 http://ow.ly/1ldOv

Muito calor!



Após vários dias de um calor infernal, ontem, saí contabilizando as vitimas, quase fatais em meu jardim e terraço. As orquideas, que já tiveram suas folhas picotadas pelo granizo, agora, com o calor, tem suas flores queimadas, logo após desabrocharem. O calor seco queima raizes, folhas e as flores. Por otro lado, há as espécies que se sentem totalmente a vontade nesse tempo: as suculentas e cactaceas. Estão florindo.Vivendo no terraço, suportam o calor intenso desde as primeiras horas da manhã até o por do sol. Já suas vizinhas, a pitangueira e a jabuticabeira, tem sofrido bastante. Vivendo em grandes vasos, depois das ultimas chuvas e da adubação, haviam se recoberto de brotos e folhas novas. Mas, na ultima semana, murcharam. As folhas mais novas ficaram todas queimadas. Até o pé de amora, normalmente bem resistente ao calor, que estava bem verde, brotando e começando a florir, não resistiu. Ficou com os brotos mais novinhos totalmente queimados. Uma pena! Saí cortando o que se perdeu e rezando por uma chuvinha para aliviar o calorão. Para proteger as orquideas, abri o guarda-sol com proteção para radiação solar UV. Os gatos aprovaram. Esqueceram suas diferenças e se juntaram, os tres, debaixo da sombra bem vinda. Eles também demonstram claramente o desconforto que as altas temperaturas e baixa umidade causam. Pobres criaturas peludas que não podem se livrar de seus casacos. Bebem muita agua e comem pouco. Todos emagreceram!
No final da tarde de ontem, depois de um vendaval que espalhou folhas secas por todo lado, veio a chuva. Intensa. O tempo mais fresco e umido, ficou mais agradavel para todos os seres vivos. Mas minha inquietação permanece: os extremos estão se tornando uma constante. Ora um calor insuportável, ora chuvas torrenciais. O clima esta mudando. É um fato. Mas, justamente os que podem fazer algo para conter danos maiores, fingem que é algo normal e passageiro. Temo que essa indeferença diante de sinais tão claros, vá nos custar bem caro. E não daqui a 50 anos e sim nos proximos 10. Resta torcer para que a natureza não seja vingativa e que tenha mais pena de nós, do que nós tivemos dela!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Arroz e feijão, tão simples e tão bom!

A foto ao lado não tem nada de especial. Mas o cheirinho que havia na cozinha, no momento em que a foto foi feita, sim!
Há alguns dias atras li um texo de Danusa Leão para a ultima edição da revista Claudia. Era sobre cheiros que trazem lembranças. Me identifiquei no ato. Quando ela conta suas lembranças de infancia, ao chegar do colégio e sentir o cheirinho do almoço sendo preparado. Lembrei-me imediatamenta dos meus 7 anos, quando chegava do "grupo escolar". Já no portão, podia sentir o aroma do que minha mãe estava preparando para o almoço. Então, me sentia em casa, segura e confortada. Adorava o cheirinho de feijão recem cozido e bifes ( embora eu gostasse mais do arroz que do feijão). Mas, tinha vontade de dar meia volta e retornar correndo para a escola, quando minha mãe cozinhava dobradinha ou queimava o alho .Ainda assim, era o cheiro de "lar", da acolhida familiar. Lembro bem que entre a escola e minha casa havia uma caminhada de mais ou menos 15 minutos, por uma rua longa e repleta de casas terreas com seus jardins de roseiras bem cuidadas. A medida que ia passando, podia sentir o cheirinho do almoço que estava sendo preparado em cada casa. Uma delicia! O feijão, soberano, impregnava o ar, acrescido de refogados, ovos ou bifes. Por mais dificil que tivesse sido minha manhã na escola, até chegar em casa meu apetite estaria plenamente desperto.Hoje, das poucas vezes que caminho pela vizinhança na hora do almoço, quase não sinto cheiro de comida sendo preparada. Muito menos de feijão cozido. Uma pena! De uma forma geral, o mundo e as pessoas tanto se modernizaram, que perderam o sentido do que é realmente bom. Habitos simples e sabores idem. Combinação simples e perfeita, capaz de dar inveja ao mais inspirado dos "chefs". Hoje, resolvi homenagear o nosso velho arroz com feijão(mais ovo frito e salada). Minha casa ficou com cheirinho de infancia, de casa da mãe. Embora, no meu caso, minha familia demorou um bocado para incorporar o arroz e feijão ao cardapio. Como imigrantes, minha mãe cozinhava o que havia aprendido em seu país, a comida de sua infancia. Aos poucos, através de conversas com as vizinhas e aprendendo com elas, começamos a almoçar arroz e feijão. Primeiro, na versão de minha mãe: feijão cozido com batatas. Tempos depois, finalmente a versão nacional. É desse que eu me lembro!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pimenta diabólica.
















Há algum tempo atras, postei um texto sobre meu "pocket garden", onde a parreira e um pé de pimenta convivem apertadissimos, lutando por um lugar ao sol. Bem, as uvas já foram colhidas e as pimentas vermelhas também. Usei muitas ao natural, mas a produção foi tão farta que resolvi fazer um molho ( bem concentrado ) para conserva-las. Já fiz esse molho muitas vezes, com pimentas que comprei no mercado, mas, confesso que nunca vi nada tão ardido na minha vida, como essa safra aqui do quintal. Para o meu marido, está ótimo, pois ele tem uma tolerancia altissima ao ardor das pimentas. Acostumou-se desde pequeno, aos temperos orientais, bem apimentados feitos pela minha sogra (originária da Indonésia). A pimenta vermelha que ela chamava lombok, era uma constante, misturada a alho, cebola, gengibre e leite de coco. Mas, o meu paladar, acostumado aos sabores galegos, é bem menos tolerante à pimenta.Gosto de molhos apimentados, mas de uma maneira sutil. Que não me levem ao desepero como estas de casa!
As pimentas são curtinhas e gordinhas, mas infernais. De qualquer forma, vou passar aqui a receita, que é saborosa. Mas cuidado com as pimentas pequenas, costumam ser as mais ardidas.
Molho de pimenta vermelha.
( rende 1 litro )
Ingredientes:
500 gramas de pimenta vermelha
250 ml de agua
250 ml de vinagre de maçã
100 ml de azeite
5 dentes de alho descascados
1 cebola pequena descascada e picada
1/2 colher (café) de aji-no-moto
2 colheres (sopa) de açucar
1 colher (sopa) de tomilho fresco
sal a gosto
Modo de fazer:
Leve tudo ao fogo e deixe ferver. Ao iniciar a fervura conte mais ou menos 6 minutos e desligue. Deixe no fogo, apenas o tempo suficiente para as pimentas amaciarem. Bata tudo no liquidificador até que o molho fique bem homogeneo. Não coe, pois o molho é bem espesso. Coloque em um garrafa devidamente esterelizada.
É saboroso, mas experimente com cautela.Deixe sempre um copo de agua por perto, para apagar o incendio.

terça-feira, 2 de março de 2010

A lanterna indiana e o tenis do Mi-mi.


O Oriente sempre me fascinou. Mas até aí nenhuma novidade, afinal, quem não admira uma cultura tão rica.Sempre preferi acreditar que a minha fascinação se explique pela herança genética, temperada no caldeirão de raças que originou o povo espanhol.Ao lado dos tapetes orientais, as lanternas são uma paixão.Sempre quis uma, mas apesar de ter visto várias, ainda não tinha encontrada uma que realmente me agradasse.Isso, até a semana passada.
Na sexta feira, fui à Tok&Stok comprar um presente para meus pais que fariam aniversário de 53 anos de casamento no domingo. Presente escolhido, resolvi dar uma voltinha pela loja. Bati os olhos nela e foi paixão instantanea! Era a "minha" lanterna. Até o nome era lindo : Agadir. Me agarrei a caixa e voltei voando para casa. Não via a hora de ve-la instalada no cantinho que sempre sonhei para ela. Ao ve-la instalada, não pude deixar de rir da minha reação ao encontrar minha querida lanterninha. Foi quase igual a reação que minha filha mais velha, Stella, teve ao receber seus mais desejados presentes. Só a vi assim duas vezes. A primeira vez, foi quando ela tinha 2 anos de idade e era apaixonada pelo personagem de desenho animado, o Papa-léguas. Ela o chamava de Mi-mi, muito provavelmente porque era assim que ela ouvia o grito de guerra dele quando chegava perto do coyote : Beeep- beep!
Um dia encontrei tenis infantis com esse personagem e comprei para ela. Quando cheguei em casa com eles, ela abriu a caixa, arregalou os olhos e tremula gritou:
- O tenis do Mi-mi!
Por um bom tempo, não consegui faze-la usar outro calçado que não fosse o tal tenis do Mi-mi. Passaram-se anos, até ve-la com uma reação semelhante. Foi em 1998, quando ela ganhou seu primeiro celular. Ainda dentro da loja, agarrou a caixa e me olhou de um jeito que me fez lembrar imediatamente do "tenis do Mi-Mi". É claro que isso sempre rendeu boas risadas. Mas, sexta feira passada, ao pegar a caixa da lanterna, tive uma reação quase igual. Então, pude perceber como é bom encontrar algo que nos agrade tanto. Seja um tenis ou uma lanterna!